meu depósito de lixo - lú

oi

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

“Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: “Digam o que disserem, o mal do século é a solidão”. Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias. Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos “personal dance”, incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida? Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão “apenas” dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a “sentir”, só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós. Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: “Quero um amor pra vida toda!”, “Eu sou pra casar!” até a desesperançada “Nasci pra ser sozinho!”. Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis. Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, “pague mico”, saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta. Mas (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois. Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: “vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida” Antes idiota que infeliz!”
~ Estamos com fome de amor, Arnaldo Jabor

terça-feira, 3 de julho de 2012

Eu tenho essa marra toda de “comigo ninguém pode”, digo pra você que “melhor que eu só dois de mim”, mas não sou tão confiante assim. Essa pose também, mas metade disso tudo é fachada. I just wanna be liked, I just wanna be funny. No fundo eu não sou desse jeito. Eu sou convencido assim porque lá dentro sou tão inseguro que preciso de auto-afirmação, massagem no meu ego o tempo todo. Meu ciúme é um pouco de medo de terminar sozinho, de ver todo mundo se ajeitando com alguém e eu ficando pra trás. O orgulho é só pra não deixar as pessoas saberem que são importantes; porque na minha cabeça, todo mundo que é importante uma hora vai embora. Mas você nunca entendeu.
— Call Me Captain Backfire
Se você é do tipo de pessoa que tem a oportunidade e condições de fazer alguma coisa boa pra alguém que tá precisando e se nega; já pode enfiar a cabeça debaixo do primeiro pneu de caminhão que passar.
— Meu Pai
“Não sei mais quem é você, ou talvez na verdade eu nunca soube. Não sei o que se passa em sua cabeça, quais são os pensamentos, se eu estou em meio a eles. Não sei se você se lembra de mim ao menos uma, duas vezes por dia. Não sei o que se passa em seu coração, não sei por quem ele pulsa e se um dia ele pulsou, mesmo que levemente, por mim. Não sei o que acontece em sua vida. Não sei sobre o que acontece com você. Não sei se você imagina que eu ainda goste de você, se é que um dia você fez ideia do quanto eu gosto, do quanto eu te amo. Não sei se você sente vontade de vir falar comigo, ou de mandar uma sms a qualquer hora do dia, ou até fazer uma ligação no meio da madrugada só pra dizer que estava com saudades. Não sei se você sente falta das minhas ligações e sms do dia a dia que já tinham virado rotina. Não sei se você sente falta do carinho que eu te dava - pelo menos tentava dar- , ou se na verdade você me achava melosa, chata e grudenta. Não sei se você gostava de ser assim tão amado por mim ou se isso nunca teve importância alguma pra você. Não sei se você está feliz, se está amando, se está triste, se está apaixonado… Não sei se você imagina que eu ainda pense em você por 25 horas ao dia, se você sabe que eu passo horas vendo e revendo fotos suas na tentativa de amenizar essa saudade e vontade que eu tenho de você. Não sei se você já reparou que aquele ‘pluto’ de pelúcia que você me trouxe da Disney vive comigo, pendurado na minha bolsa pra ver se pelo menos assim te sinto mais perto de mim. Não sei se você sabe que tem uma foto sua colada na parede do meu quarto pra onde eu olho todas as vezes que adentro aquela porta. Não sei se você imagina que eu leia aquela cartinha que você me escreveu com grande frequência. Não sei se você um dia sentiu algo por mim e se ai no fundo ainda sinta algo. Não sei. Não sei. E acho que nunca soube nada sobre ti. Nunca soube das suas verdades. Das suas vontades, dos seu sentimentos, dos seus gostos… E o que mais dói é ter que acreditar que eu nunca vou saber…”
LuizaRibeiro

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Vocês dois podem não ter nascido como almas gêmeas, tampa da panela, destinados e essas bobeiras que vocês usam como desculpa pra não estarem juntos. Tu pode contar pra ele que o teu novo cara dos olhos verdes te mandou umas flores bonitas (que ele não sabe falar nem o nome) e ele pode te falar das gêmeas ruivas que “sabiam fazer uma parada muito louca com a língua”, mas mesmo assim… Ele ainda te olha com o canto do olho esperando você esboçar um ciúme qualquer e você ainda espera que ele diga “ah, mas nem as línguas delas superam o teu cafuné”. Vocês dois podem estar separados há eras, podem ter se perdido e encontrado na cama de outras pessoas, mas sempre vão achar o caminho de volta um pro outro.
— “Vocês dois”, Vinícius Kretek

quarta-feira, 20 de junho de 2012


“Nunca fui de me acertar em relações. Não tipo ai-meu-deus-vou-morrer-sozinho-com-caixas-de-pizza-e-57-gatos, você sabe… Mais no sentido de que sempre: eu queria pouca coisa e a pessoa queria demais, ou ela queria quase nada e eu queria muito. Ou o que os dois queriam era porra nenhuma mesmo. E quando os dois queriam a mesma coisa, alguma merda sempre deu errado. Assim.”

sábado, 9 de junho de 2012


“Vai preparado para vê-la beijando outro. Vai com a finalidade de encher a cara, e esquecer que, um dia, aquele com ela era você.”

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Não importa o quanto você ande pra longe de mim. Não importa o caminho que você percorra sem eu estar do seu lado, não importa o quanto o coração se desentenda com a razão. Nem quanto eu sinta sua falta durante o dia. Talvez não importa quantas memórias suas você deixe dentro de mim, e não importa o quanto elas sufoquem. Não importa o quanto eu me pegue olhando os erros, o quanto eu queria que você estivesse comigo... Não importa nada disso, desde de que no final de tudo você sempre volte. Pros meus braços, pro meu coração, pra mim. Porque você sabe que eu nunca vou deixar você ir embora de verdade.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

"Eu nunca soube fazer certas coisas. Nunca fui de ir pra mesma festa que você, esperar até você me olhar e beijar alguém na tua frente (de preferência alguém que tu odeie) só pra provar que posso, só pra mostrar quem manda. Mas você sim. Isso e muito pior. A parte ruim de ter compartilhado com você meus medos e ponto fracos é que na primeira oportunidade você usa eles contra mim e fode comigo. No mau sentido. Você sabe o quê me irrita e te dá prazer me ver vermelha socando as coisas de raiva. Como colocar em palavras sem parecer estúpido? Não consigo extrair uma auto-satisfação barata fazendo você ficar mal. Pra mim não é só um joguinho e tchau. Nunca foi… Mas você adora jogar, não?
Eu nunca consegui fazer você se revirar na cama com as minhas SMS. Nunca. Não sei te deixar louco por mim quando é errado. Eu me atrapalho, tropeço nas palavras e acabo te confessando coisas patéticas sobre mim em relação a você, te conto das agitações que tu provoca na minha barriga, termino admitindo o quão puta me deixa quando tu fala com os outros do jeitinho provocante que fala comigo ao invés de te seduzir. E você se desfaz em risadas e eu deixo pra lá.
E diferente de mim você sempre soube fazer muitas coisas.
Sempre conseguiu ser o pior dos piores; fez coisas ruins comigo, me fez sentir culpa por elas e ainda me consolou quando quem tinha feito a merda era você mesmo. E eu sempre deixei. Consegue me deixar na felicidade mais absurda do mundo mesmo que me usando só como saco de pancada pra quando tu tá irritado. Sabe exatamente o jeitinho certo de morder meu lábio entre o beijo e como eu gosto como puxem meu cabelo.
O pior é que você sabe, e isso é que te faz tão filho da puta. Existe covardia maior do que usar o quê uma pessoa sente por você à seu favor e contra ela?"
"É complicado. Estar livre e se sentir sufocado pela liberdade excessiva, olhar aqueles casais e ter aquela pontinha de inveja, querer colar em alguém e não soltar, chamar de “mô” e viadagens do tipo, sentir vontade de ter alguém que espera por você, que pensa em você, alguém pra ser… Seu. E estar comprometido e querer espaço, ter um ou vários casos de uma noite, alguém que venha fácil e vá fácil, fazer sacanagem no banheiro de algum lugar lotado, um corpo quente quanto a noite fica fria, o sentimento de conquista, palavras meio cafajestes sussurradas ao pé do ouvido… Acho que não tem jeito da gente ficar satisfeito, tem? "
         
       #meu complexo de estar namorando e querer ser solteiro e estar solteiro e querer namorar

segunda-feira, 7 de maio de 2012

"Vamos aos fatos. Eu estraguei a sua vida. Eu roubei tudo que você tinha de bom e em troca só te dei dores e mais dores. Eu te fiz gastar noites bebendo para tentar me tirar da cabeça, e te fiz chorar durante várias noites seguidas, eu sei. Eu fiz você desejar nunca ter me conhecido, e fiz com que você quissesse me mandar para o inferno todas as vezes em que eu aparecia com outra pessoa. Eu fiz você se decepcionar, se sentir um nada. Eu tirei o sentido da sua vida. Eu deixei você sem saber o que fazer. Peguei seu coração e sem dó nem piedade, não pensei em devolvê-lo. Fui egoísta e te mantive por perto quando você queria estar longe. Fiz você criar expectativas de um futuro que não viria a se realizar, e depois destrui toda e qualquer vontade que você pudesse ter de criar planos com novas pessoas. Fiz com que fosse impossível me esquecer. E te fiz sofrer como ninguém jamais fez. O problema é que te fiz me amar demais, não é? Mas, e daí? Você fez exatamente o mesmo comigo."  -belovesick

sexta-feira, 4 de maio de 2012

"Queria saber se algum dia a gente vai poder se falar de verdade. Sem acabar entrando um clima no meio. Sem lembrancinhas sobre o passado que acabem cortando o assunto. Sem provocações, sem terminar em putaria. Sem comentários com terceiras intenções. Só eu e você."

"Alguém entra na sua vida, rouba seu tempo, destrói sua confiança, agride sua auto-estima, estilhaça o pouco que resta da sua confiança no amor. E sai ileso." -


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Idiota. Um completo idiota por sinal, como cabe tanta idiotice em apenas um ser? Não consigo deixar de te querer, que magia é essa que tu jogou em mim? Por que meu coração tinha justo que te escolher, com tantos caras por ai. Mesmo tão perto de ti, eu me sinto tão distante, como se a gente nem se conhecesse. E porque teu mal humor me encanta, como se eu fosse a unica que conseguisse animar teu dia, mas eu não sou. Preciso do teu sorriso, como se fosse a minha ultima esperança, ele tem algo magico, talvez o culpado seja ele. Me explica, porque toda vez que eu te vejo sorrindo, eu automaticamente sorrio junto. E quando teu olhar se cruza com o meu, chega a me fazer perder o chão e eu preciso do brilho que ele tem. E a todo momento desejo estar em teus braços, como se eles fossem o meu porto seguro. Cara que clichê. Mas eu preciso de ti, porque sinto que vai dar certo. Nós somos os opostos, mas mesmo assim, me vejo refletindo em ti. E a gente nem curte as mesmas coisas, mas eu te curto tanto. Algo temos em comum, o gosto mútuo pela cor preta. Mas semelhanças para que? Dizem que peças iguais não completam um quebra-cabeça. Sou tão complicada, tão imbecil, talvez você nem sinta vontade de desvendar-me. Mas cara, eu vou a todos os lugares do teu coração, até os mais sombrios. E eu quero te abraçar forte, te mostrar que em meus braços é o teu lugar. Por mais tumultuoso que a situação seja, eu estarei ao teu lado. Mesmo que tu não me queira em tua vida, eu sumo dela, mas continuarei cuidando de ti, de longe. Caso contrario tentarei faze-la valer a pena, eu daria tudo por uma chance de te mostrar que talvez comigo seja o caminho certo, e mesmo que fosse o errado, a gente se apoiaria até o fim. Mas não sou depende tua, até viveria sem ti, mas cara você em minha vida faria uma diferença enorme. Eu sei que por enquanto eu te quero mais que qualquer outra coisa. Eu quero o teus defeitos, manias, sorrisos, coração e acima de tudo tua idiotice. Eu quero te fazer rir, quero te dar crises de risos, porque o teu sorriso me daria alegria por longos dias. Você seria um belo motivo para me fazer levantar da cama sorrindo. Não dá para perceber que eu te quero, está estampado na minha testa. Deixa eu sussurrar baixinho no teu ouvido, o quanto tu é importante pra mim e o quanto eu te amo. Deixa eu te ter como você me tem? Meu idiota.

terça-feira, 3 de abril de 2012

" Saudades de quando a gente podia falar de qualquer coisa, ou de nada importante, até mesmo ficar em silêncio e ainda assim rir, sorrir, brincar um com o outro e ficar naquele clima leve, gostoso… Agora só fica estranho, não importa o assunto que a gente entre."

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Mas, eu só queria que você me contasse as coisas, ao invés de só responder — meio vagamente — quando eu pergunto. Assim, por tua vontade mesmo… Mesmo as coisas mais insignificantes do seu dia, algo que você achou engraçado, assim como eu conto tudo pra você…
Mas não adianta em nada reclamar que a vida é injusta ou que o mundo é cruel; sempre vão existir essas pessoas que tem a própria felicidade baseada na desgraça dos outros. —Vinícius Kretek , VK

sexta-feira, 30 de março de 2012

As pessoas insistem em chamar algumas coisas de “amor”, mas se você quer saber, eu tenho outros nomes pra isso. Comodismo, por exemplo. Quando você se acostumou tanto com aquela pessoa, aquela situação, aquele cenário dramático, quando você já não sabe mais o quê é sequer olhar outras pessoas de uma forma diferente e simplesmente tem medo de mudar. Egoísmo. Quando você simplesmente não quer ficar sozinho ou quando você não tem certeza que se vai achar outra pessoa. Ilusão. Quando você não gosta da pessoa, gosta só da ideia de estar apaixonado. E a minha preferida… Burrice. Mas se tem algo que eu aprendi é que você não pode controlar ou escolher sentimentos. Não pode determinar o quê sente ou por quem sente. Só acontece. Não interessa se a pessoa mais perfeita do mundo é afim de você, você só não acha graça alguma nela e acaba correndo pra aquela outra desleixada, mas que faz seu coração querer pular pra fora do corpo. E ninguém pode te culpar por quem você ama. Mas você tem todo o poder de escolher o quê fazer com esses sentimentos. Amar alguém é uma coisa, se humilhar é outra. — Vinícios Kretek, VK

quinta-feira, 22 de março de 2012

Posso refrescar sua memória só um pouquinho? Me dá só dois minutos do seu tempo, por favor? Eu fui a única pessoa que ouviu os seus problemas todos, mesmo quando eu tinha os meus próprios pra cuidar, e te apoiou sem reclamar. Lembra quando você se sentia um lixo, se colocava pra baixo, machucava a si mesma e se sentia mal? Eu estive lá por você. Lembrou? Todo mundo te deixou, eu fiquei. Todo mundo te encheu de promessas, e eu de atos. Eu gastei todas as minhas palavras, meus gestos mais bonitos e minha energia tentando te confortar. Eu fiquei perto de você quando todo mundo me aconselhou a ir embora. Eu te dei valor, quando os outros faziam piada de você. Eu te botei pra cima, mesmo quando meu próprio mundo desmoronava. Quando você chorava por outra pessoa, eu fiquei lá e te fiz rir. Eu te dei todo o espaço do mundo pra que você pudesse se sentir confortável o suficiente pra ser você mesma comigo, e sempre, sempre te aceitei, mesmo quando algumas coisas em você não me agradaram. Tudo que você diz não significa nada, são só palavras e palavras que você gasta, que no fundo não tem valor algum Mas tudo bem, eu não sinto sua falta. A pessoa que eu amava foi embora há muito tempo, e foi substituída por… Você. E desse novo-você, eu não gosto nem um pouco.

Eu não quero que você venha falar comigo porquê precisa de ajuda, porquê todo mundo te deixou de lado ou porquê eu mudei com você. Eu só quero que você chegue pra mim tipo “não tenho nada importante pra falar nem quero pedir nada, só tava com saudade da sua voz”.
“Quem foi que inventou que somos superiores só por sermos racionais? Quem disse que ser racional é bom? Já viu um urso polar ter preconceito com um urso normal? Ou então, um cachorro matar o outro por uma briga de trânsito? Uma tigresa matar um tigre pela herança? Já viu um tigre fazer um atentado terrorista aos veados? Já viu uma manada de elefantes em guerra com um bando de pássaros? Já viu uma cachorra abandonar os filhotes indefesos? E quantas milhões de vezes nós, junto nós, os “RACIONAIS” fizemos essas coisas com nós mesmos? Negros, asiáticos, latinos, ingleses, palestinos, israelenses, tanto faz. E qual a parte boa de pensar? Criar coisas? Política, religião? E desde quando isso é bom? Os irracionais vivem sem isso e vivem bem. Criar teorias? Pra que estudar sobre o que vivemos e porque vivemos, ao invés de viver? Pois é. Os “racionais” criaram armas, drogas, punições, religião, política, guerras, histórias, casas, carros, prédios, castelos, dinheiro, palácios, tudo isso pensando neles mesmos. Criou a metralhadora pensando em quem metralhar e não se ele ia ser metralhado também. É…E depois disso tudo ainda nos tachamos “os racionais” e os animais como “os irracionais”. Mas vem cá, quem foi que disse que ser racional é bom?”
                                           — Pedro Rocha

Estranho, só isso.
É que antes nós conversavámos por horas, você compartilhava cada pequeno detalhe do seu dia comigo, por mais irrelevante que ele fosse e eu te fazia rir, confiei em você pra te contar coisas que não disse nem a mim mesmo. E agora eu fico surpreso quando você me dá um “oi”.


Não é fácil explicar. Eu sou assim, meio morto por dentro. Faço as coisas por empolgação e no outro dia, sei lá. Sou dessas pessoas que ficam procurando as canções no rádio até achar um clássico, algo perfeito para aquele horário do dia, aquele semáforo. A música acaba e eu troco de estação.

POR RAZÕES QUE DESCONHEÇO, NOSSAS APROXIMAÇÕES FORAM SEMPRE PELA METADE. INTERROMPIDAS. UM PASSO PARA FRENTE E CEM PARA TRÁS. RETROCESSOS. DESCAMINHOS. E ME PERGUNTO SE, QUEM SABE UM DIA, NA HORA CERTA NOSSO ENCONTRO PODE ACONTECER INTEIRO.
“Eu queria te contar que agora não dói mais. Só que agora não importa tanto o que você vai pensar sobre isso. Queria que você soubesse que já vi nossos filmes milhares de vezes e nem chorei. Ok, chorei. Mas pelo filme, e não por você. Queria que você soubesse que tirei a poeira das nossas músicas, e que as ouço quase todos os dias. Porque elas me faziam mais falta do que você fez. Os nossos lugares não são mais nossos. Eu já voltei lá com outras pessoas, e escrevi lá outras histórias… Eu estou aprendendo a tocar violão. E a primeira música que toquei foi aquela música que era uma espécie de hino pra nós dois. Ela é tão linda… E sim, ela continua sendo muito nossa e lembrando demais você. Mas ainda sim, não dói. Você não pergunta essas coisas, mas sei que gostaria de saber. Porque te conheço. E isso não mudou. Do mesmo jeito que adivinhei as coisas ruins que você aprontaria, eu sei as coisas boas que ficaram aí em você e te fazem lembrar de mim. Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás.”
                           — Caio Fernando Abreu
“Meu pai não bebia, não fumava e morreu cedo. Não roubava e morreu pobre. Tirava o que tinha para dar para os outros e teve poucas pessoas para carregar seu caixão. Depois que ele morreu, nenhum parente perguntou se seu filho precisava ou não de algo. Ou seja, em vida meu pai me ensinou a ser a melhor pessoa que eu conseguir. Em morte, me ensinou a não esperar nada em troca por isso.”
                                        — Danilo Gentili
Quando a gente tá se apaixonando, a gente esquece. A gente esquece que precisa de outras pessoas além do nosso “amorzinho” e tem gente que fica completamente babaca. A gente esquece do passado, de tudo que errou antigamente, de tudo que era pra dar certo mas foi pro brejo, do quanto já sofreu por se apaixonar. O lado egoísta aparece… Você se isola do mundo e se aproxima de uma pessoa só. E quem é que não fica iludindo, achando que é pra sempre? Fazendo planos de casar, morar junto num apartamentinho bagunçado e ter um cachorro com nome esquisito. A gente fica meloso, pé no saco, chato mesmo. Dá quase vontade de vomitar em quem vê de fora. A gente vira corajoso, também. Acha que tudo pode se tiver o outro do lado, tá disposto pra qualquer parada, mas ambos sabemos que isso se prova mentira quando as coisas sérias começam a chegar. Porque logo a realidade vem. Ela sempre vem.
Aprendi com os meus próprios erros que sofrer não torna mais poético, chorar não deixa mais aliviado e implorar não traz ninguém de volta. Aprendi também que por mais que você queria muito alguém, ninguém vale tanto a pena a ponto de você deixar de se querer. — Tati Bernardi
Daí você se enche de coisas pra preencher sua mente - livros, músicas, novas pessoas, lugares pra ir, comidas, bebidas e o caralho. Qualquer coisa que te evite fazer pensar. Mas sabe o quê? Não adianta. Porque tudo aquilo que você ignora durante o dia, vai te encontrar e assombrar quando você deita a cabeça no travesseiro.

quarta-feira, 14 de março de 2012


“Não errei em sentir, errei em tentar demonstrar isso pra você. Porque a partir do momento que gostam de você, você se desinteressa. Quando fica sério, você foge. Quando chega na parte de sentir, você corre. Você é assim — gosta de conquistar, mas não de obter.”            —Vinícius Kretek, VK

#eu gostei disso #'gosta de conquistar mas não de obter'
“Vai lá, otária, manda mais uma mensagem, como se ele não tivesse recebido todas as ultimas. Enche a caixa de entrada do celular dele, como se isso fosse fazê-lo sentir algo por você além de enjoo. Enjoo do teu exagero, enjoo de quem insiste em dançar sem música, sem ritmo, sem dança, sem pista, sem par, que tal se valorizar?”
— Tati Bernardi
Mas é melhor assim, sabe? Você no seu canto e eu no meu. Sem muita aproximação, sem muita conversa jogada fora, sem muito tempo pra ver segundas intenções onde mal houveram as primeiras.  
                                                                                        -Pedro Nery