meu depósito de lixo - lú

oi

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

“Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: “Digam o que disserem, o mal do século é a solidão”. Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias. Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos “personal dance”, incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida? Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão “apenas” dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a “sentir”, só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós. Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: “Quero um amor pra vida toda!”, “Eu sou pra casar!” até a desesperançada “Nasci pra ser sozinho!”. Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis. Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, “pague mico”, saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta. Mas (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois. Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: “vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida” Antes idiota que infeliz!”
~ Estamos com fome de amor, Arnaldo Jabor

terça-feira, 3 de julho de 2012

Eu tenho essa marra toda de “comigo ninguém pode”, digo pra você que “melhor que eu só dois de mim”, mas não sou tão confiante assim. Essa pose também, mas metade disso tudo é fachada. I just wanna be liked, I just wanna be funny. No fundo eu não sou desse jeito. Eu sou convencido assim porque lá dentro sou tão inseguro que preciso de auto-afirmação, massagem no meu ego o tempo todo. Meu ciúme é um pouco de medo de terminar sozinho, de ver todo mundo se ajeitando com alguém e eu ficando pra trás. O orgulho é só pra não deixar as pessoas saberem que são importantes; porque na minha cabeça, todo mundo que é importante uma hora vai embora. Mas você nunca entendeu.
— Call Me Captain Backfire
Se você é do tipo de pessoa que tem a oportunidade e condições de fazer alguma coisa boa pra alguém que tá precisando e se nega; já pode enfiar a cabeça debaixo do primeiro pneu de caminhão que passar.
— Meu Pai
“Não sei mais quem é você, ou talvez na verdade eu nunca soube. Não sei o que se passa em sua cabeça, quais são os pensamentos, se eu estou em meio a eles. Não sei se você se lembra de mim ao menos uma, duas vezes por dia. Não sei o que se passa em seu coração, não sei por quem ele pulsa e se um dia ele pulsou, mesmo que levemente, por mim. Não sei o que acontece em sua vida. Não sei sobre o que acontece com você. Não sei se você imagina que eu ainda goste de você, se é que um dia você fez ideia do quanto eu gosto, do quanto eu te amo. Não sei se você sente vontade de vir falar comigo, ou de mandar uma sms a qualquer hora do dia, ou até fazer uma ligação no meio da madrugada só pra dizer que estava com saudades. Não sei se você sente falta das minhas ligações e sms do dia a dia que já tinham virado rotina. Não sei se você sente falta do carinho que eu te dava - pelo menos tentava dar- , ou se na verdade você me achava melosa, chata e grudenta. Não sei se você gostava de ser assim tão amado por mim ou se isso nunca teve importância alguma pra você. Não sei se você está feliz, se está amando, se está triste, se está apaixonado… Não sei se você imagina que eu ainda pense em você por 25 horas ao dia, se você sabe que eu passo horas vendo e revendo fotos suas na tentativa de amenizar essa saudade e vontade que eu tenho de você. Não sei se você já reparou que aquele ‘pluto’ de pelúcia que você me trouxe da Disney vive comigo, pendurado na minha bolsa pra ver se pelo menos assim te sinto mais perto de mim. Não sei se você sabe que tem uma foto sua colada na parede do meu quarto pra onde eu olho todas as vezes que adentro aquela porta. Não sei se você imagina que eu leia aquela cartinha que você me escreveu com grande frequência. Não sei se você um dia sentiu algo por mim e se ai no fundo ainda sinta algo. Não sei. Não sei. E acho que nunca soube nada sobre ti. Nunca soube das suas verdades. Das suas vontades, dos seu sentimentos, dos seus gostos… E o que mais dói é ter que acreditar que eu nunca vou saber…”
LuizaRibeiro

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Vocês dois podem não ter nascido como almas gêmeas, tampa da panela, destinados e essas bobeiras que vocês usam como desculpa pra não estarem juntos. Tu pode contar pra ele que o teu novo cara dos olhos verdes te mandou umas flores bonitas (que ele não sabe falar nem o nome) e ele pode te falar das gêmeas ruivas que “sabiam fazer uma parada muito louca com a língua”, mas mesmo assim… Ele ainda te olha com o canto do olho esperando você esboçar um ciúme qualquer e você ainda espera que ele diga “ah, mas nem as línguas delas superam o teu cafuné”. Vocês dois podem estar separados há eras, podem ter se perdido e encontrado na cama de outras pessoas, mas sempre vão achar o caminho de volta um pro outro.
— “Vocês dois”, Vinícius Kretek

quarta-feira, 20 de junho de 2012


“Nunca fui de me acertar em relações. Não tipo ai-meu-deus-vou-morrer-sozinho-com-caixas-de-pizza-e-57-gatos, você sabe… Mais no sentido de que sempre: eu queria pouca coisa e a pessoa queria demais, ou ela queria quase nada e eu queria muito. Ou o que os dois queriam era porra nenhuma mesmo. E quando os dois queriam a mesma coisa, alguma merda sempre deu errado. Assim.”

sábado, 9 de junho de 2012


“Vai preparado para vê-la beijando outro. Vai com a finalidade de encher a cara, e esquecer que, um dia, aquele com ela era você.”